
Isto é lá na Itália, viu, meninos. “"Hoje, quando afloram os nomes de corruptos e fraudadores, as pessoas não se importam com isso, e só vão para a cadeia os ladrões de galinhas" (Umberto Eco).
PREFEITURA DE PORTO VELHO E UNIR BUSCAM FORTALECER PISCICULTURA NO MUNICÍPIO
A Prefeitura de Porto Velho e a Universidade Federal de Rondônia (Unir) realizaram uma reunião direcionada para fortalecer a piscicultura no município. Entre os temas abordados esteve o PROAQUA Conect, um projeto de tecnologia digital de suporte técnico aos produtores. Também, com a participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) foi tratado da regularização ambiental e da consolidação da cadeia produtiva do pescado. Durante a reunião, os técnicos da Sema, sob a coordenação do diretor de Licenciamento Ambiental, Roberval Zúniga, destacaram a importância do licenciamento ambiental para que os produtores atuem dentro da legalidade. A professora doutora Jucilene Cavali, coordenadora do PROAQUA, juntamente com Luisa Cabral (engenheira de pesca) e Celma Maria (zootecnista) apresentaram o campo de atuação do programa. Entre os principais benefícios estão a assistência técnica direta aos produtores e a implantação de Unidades de Desenvolvimento Produtivo (UDPs). O o secretário da Sema, Vinícius Miguel, afirmou que “O município mantém parcerias com diversos setores para fortalecer cada vez mais a piscicultura local. Essa rede inclui o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Semagric, Emater-RO, Senar/Faperon, sindicatos rurais, CREA, MDA e Unicafes, além do setor privado”.
ENDIVIDAMENTO ALCANÇA NÍVEL RECORDE EM JANEIRO
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgando que o percentual de famílias brasileiras com dívidas voltou a atingir 79,5%, em janeiro de 2026, repetindo o maior patamar da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), alcançado pela primeira vez em outubro de 2025. É um aumento de 0,6% em relação ao mês anterior, porém houve um recuo do percentual de quem está devendo o pagamento de alguma parcela para 29,3%, a menor taxa desde abril do ano passado. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, observou que o “É fundamental priorizar o equilíbrio das contas públicas para que a política monetária possa ser flexibilizada, aliviando a carga sobre consumidores e empresas.” Em Rondônia o endividamento, segundo a Fecomércio/RO também foi recorde, 86,3% das famílias, 8,5% acima do nível nacional, e um aumento de 1% em relação a dezembro de 2025.
O PAPEL ECONÔMICO DO CARNAVAL
Um estudo do IBEVAR – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo em parceria com a FIA Business School, mostra, ao contrário do que afirmam alguns empresários, que o Carnaval funciona como um mecanismo de realocação de gastos, e não como um fator de destruição do consumo. Constatou-se que os segmentos ligados ao lazer e ao consumo imediato registram forte expansão, porém o varejo de bens duráveis e semiduráveis sofre retração relevante durante o período carnavalesco. O efeito líquido, todavia, é positivo: o volume de negócios do varejo deve crescer 4,9% em 2026 em relação a 2025. O estudo, que abrangeu o período de 2020 a 2025, revela que o varejo de bens apresentou uma redução média de 8,6% nas vendas em relação à tendência nos anos analisados. O impacto negativo é explicado principalmente pela diminuição dos dias úteis, menor circulação em lojas de compra planejada e postergação de decisões de maior valor, sendo que os segmentos mais prejudicados são Moda social e formal (-18%); Calçados sociais (-15%); Eletrodomésticos (-9%); Móveis e decoração (-8%) e Serviços educacionais presenciais (-12%). Em compensação crescem os segmentos de Supermercados e hipermercados (+25,9%); Fantasias e roupas temáticas (+29%);Bebidas mistas (+26%); Protetor solar (+20%) e Maquiagem e glitter (+18%). Segundo analisa Claudio Felisoni, Presidente do IBEVAR e Professor da FIA Business School, o Carnaval não reduz o consumo agregado, mas redefine sua composição setorial. Assim a retração nos bens duráveis é compensada pelo forte avanço dos serviços, do turismo e do consumo corrente, resultando em impacto líquido positivo para a economia. “O data funciona como um catalisador econômico previsível, que impulsiona serviços e turismo, mas impõe custos ao varejo de bens, à infraestrutura urbana e à saúde financeira das famílias”, finaliza Felisoni.
ONDE FALTAM INVESTIMENTOS NO ENSINO
O Ministério da Educação divulga que, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), serão investidos R$ 267 milhões no estado, entre 2023 e 2027, para melhoria e ampliação da infraestrutura da educação básica. Ocorre que esses repasses são utilizados em 14 obras de construção ou de conclusão de escolas e creches. Além disso, o Novo PAC possibilitou a aquisição de 19 ônibus escolares para o estado. Aí é que as queixas se concentram: o Ministério da Educação (MEC) vai completar 95 anos de atuação, em 2026, porém o professor, que é sua principal forma de melhorar a educação básica continua a ser o calcanhar de Aquiles do sistema. Sem treinamento adequado e com baixos salários luta para sobreviver e educar, muitas vezes, em belos prédios sem manutenção e sem os meios pedagógicos necessários. Não é muito diferente nos outros níveis de educação. Não falta dinheiro para investir em infraestrutura, mas para cuidar da qualidade do ensino...
