A capital rondoniense amanheceu sob forte movimentação policial nesta sexta-feira (17) com a deflagração da Operação Tabuleiro. A ofensiva, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RO), mirou uma facção criminosa que já estava com planos arquitetados para atacar servidores do sistema penitenciário no estado.
As investigações revelaram que o grupo mantinha uma estrutura organizada, com regras internas rígidas registradas em manuscritos e o uso de pichações para marcar território. Durante o trabalho de inteligência, os agentes conseguiram interceptar celulares que serviam de base para as ordens da liderança, o que permitiu antecipar o movimento dos criminosos e evitar atentados contra a vida dos agentes públicos.
No total, o Poder Judiciário autorizou 23 mandados de prisão temporária e outros cinco de busca e apreensão. As equipes focaram nos "cabeças" da organização que operam de dentro e de fora dos presídios de Rondônia. O cerco foi montado por um efetivo conjunto que reuniu policiais federais, civis, militares e penais.
Agora, os detidos enfrentam uma série de acusações pesadas, que vão desde a participação em organização criminosa armada até tráfico de drogas e homicídio qualificado. O trabalho contou ainda com o suporte do Gaeco, braço de elite do Ministério Público, reforçando a estratégia de asfixiar as finanças e a comunicação das facções no estado.
Redação Diário O Norte
Com informações da PF
