Segundo Marcelo Thomé, a histórica parceria de 200 anos entre os dois países é o alicerce para que o setor privado brasileiro amplie o diálogo com investidores internacionais, recuperando a relevância global do país por meio de agendas estratégicas como o biocombustível e o fortalecimento de parcerias comerciais mútuas.
Já no Encontro Empresarial CNI e Grant Thornton, Thomé pontuou que é preciso alinhar a conservação ambiental à inclusão produtiva e geração de renda. A FIERO defende que a conservação duradoura da floresta depende da capacidade de agregar valor local e integrar a região aos fluxos globais de capital. Nesse cenário, o Instituto Amazônia+21 atua como elo entre o investidor internacional e o território, estruturando ativos para que se tornem financeiramente viáveis e seguros.
A estratégia ganha corpo por meio da Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS) e do Fundo Rural+Verde, iniciativas que buscam mobilizar até R$ 1 bilhão em uma década. Ao priorizar a assistência técnica, a rastreabilidade e a governança, esses mecanismos transformam o potencial da região em projetos bancáveis, fortalecendo cooperativas e garantindo que o desenvolvimento industrial chegue à ponta. Para Thomé, o sucesso da "Brazilian Week" demonstra que, para além das oscilações políticas, o setor privado de ambos os países permanece comprometido em transformar a Amazônia em uma potência econômica sustentável e competitiva no século XXI.
