
Se é assim na Argentina..“Dizendo bem… Nossa crise econômica- que também é ética-se origina, fundamentalmente, no dinheiro que foi roubado” (Jorge Luis Borges).
FILME DOCUMENTÁRIO SOBRE ZEZÉ MOTTA
O Centro Cultural Sesc Gladstone Nogueira Frota, na Av. Campos Sales, 2666-Centro, anunciando que, no dia 22 de julho, às 19h, vai exibir o documentário "Zezé Motta, La Femme Enchantée", que retrata a trajetória desta grande artista brasileira, destacando sua contribuição para a cultura, a luta contra o racismo e a valorização da identidade negra. Depois da sessão, haverá um debate com a premiada atriz Agrael de Jesus, com mediação de Simone Norberto, ampliando a discussão sobre os temas apresentados no filme. Para participar a entrada será 1 kg de alimento não perecível.
REGIÃO NORTE TEM A MENOR PARTICIPAÇÃO DO PAÍS EM SEGUROS RESIDENCIAIS E DE AUTOS
A Comissão de Inteligência de Mercado (CIM) da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revelou que a Região Norte tem a menor participação nacional nos mercados de seguro Automóvel e Residencial, com apenas 4% dos seguros Automóveis e 5% dos seguros Residenciais do Brasil. É o menor percentual entre todas as regiões brasileiras e contrasta com o Sudeste, que concentra mais da metade dos consumidores nos dois produtos. Entre 2021 e 2025, o seguro Residencial arrecadou R$ 581 milhões na Região Norte, cerca de 2% de todo o volume nacional do ramo no período. No seguro Automóvel, a arrecadação somou R$ 5,94 bilhões em cinco anos, representando cerca de 2% do mercado brasileiro. Segundo a CNseg, fatores como menor renda média, menor densidade urbana e diferenças no perfil patrimonial ajudam a explicar a menor penetração do seguro na região. O estudo aponta, porém que o Norte foi a região com maior crescimento percentual do seguro Automóvel na última década.
REFORMA TRIBUTÁRIA TERÁ SEU PRIMEIRO GRANDE DESAFIO
O primeiro grande teste prático na transição para a Reforma Tributária acontecerá a partir de 3 de agosto de 2026, quando termina o período de flexibilização para a emissão da Nota Fiscal Eletrônica. O preenchimento dos campos do IBS e da CBS será obrigatório, ou seja, as empresas que não se adequarem terão suas notas rejeitadas automaticamente ficando impedidas de faturar suas vendas e serviços. É um perigo que não passa pela aplicação de multas ou autuações fiscais, mas, pelo bloqueio direto do fluxo de caixa. Assim, se o sistema emissor de notas fiscais da empresa não estiver atualizado e aderente às novas exigências legais, a nota fiscal não será autorizada pelo Fisco. É um risco crítico para o negócio que possui alta complexidade devido às mudanças constantes nas regras técnicas publicadas pelo Comitê Gestor e a Receita Federal. Soma-se a isto, setores que antes não emitiam notas fiscais de serviços, como o mercado de locação de imóveis, que operava com recibos contratuais, precisam correm contra o tempo para se adequar a esta nova conformidade fiscal. Com a exigência os setores de tecnologia, tributário e contábil das empresas, que operam em duplicidade, mantendo o sistema atual em operação para garantir a arrecadação normal dos tributos antigos [ICMS, ISS, PIS, COFINS e IPI] e, ao mesmo tempo, homologar e testar o novo ambiente para acompanhar as mudanças desse novo modelo em transição.
CANAIS DIGITAIS RESPONDEM POR 83% DAS OPERAÇÕES BANCÁRIAS NO PAÍS
A Febraban em sua pesquisa de Tecnologia Bancária 2026 divulgou que, em junho, 83% das operações bancárias no país foram feitas por canais digitais, principalmente pelo smartphone. E, segundo a entidade, entre 20% e 30% das vendas em supermercados, farmácias e postos de combustíveis são pagas em espécie. Isto se dá também pela sensível redução da presença física das agências bancárias tradicionais, o que fez com que supermercados, postos de combustíveis e outros estabelecimentos desempenham, agora, um papel cada vez mais relevante como pontos de acesso a serviços financeiros. Isto, segundo a Data Favela, acontece ainda mais nas periferias, que movimentam mais de R$ 300 bilhões por ano, o que mostra sua maior dependência do dinheiro físico, refletindo as características econômicas, sociais e de inclusão financeira das classes mais pobres que estão mais atreladas ao comércio local. Com base em dados do Banco Central, de junho, há predominância do uso do cartão como meio de pagamento, sem incidência de juros: 74,3% do saldo total da carteira sendo composto por transações à vista ou parceladas sem juros. O crédito rotativo representa 2,7% (R$ 90 bilhões) do valor total do endividamento das famílias no país (R$ 3,3 trilhões). O financiamento imobiliário (40,3%), crédito consignado (23%), aquisição de veículos (12,4%) e não consignado (11,9%) são as linhas com maior representatividade no total das dívidas da pessoa física. Já uma pesquisa do trimestral do Instituto Datafolha, com histórico de mais de 10 anos, mostra que cerca de 90% dos consumidores pagam integralmente a fatura do cartão de crédito na data de vencimento, ou seja, não usam as modalidades de financiamento com juros, como parcelamento da fatura e rotativo.
MERCADO IMOBILIÁRIO MANTÉM AMBIENTE SELETIVO DE INVESTIMENTOS
De acordo com dados do Market Beat de Investimentos da Cushman & Wakefield, o mercado de investimentos imobiliários no Brasil movimentou R$ 4,84 bilhões no 2º trimestre de 2026, com o registro de 28 transações por segundo. Na comparação com o 1º trimestre do ano, que mobilizou R$ 8,3 bilhões em 25 operações por segundo, o período teve um ritmo de alocação de capital mais moderado, porém com um número maior de transações individuais, evidenciando maior seletividade por parte dos investidores. O segmento industrial consolidou sua posição de liderança respondendo por 61% do volume financeiro negociado e mais de 96% da área total transacionada. Enquanto no 1º trimestre o volume industrial foi de R$ 3,0 bilhões, no segundo atingiu R$ 2,9 bilhões, demonstrando a robustez e a consistência do setor mesmo diante de oscilações no volume total do mercado. Para Daniel Battistella, Diretor Geral da Cushman & Wakefield, “O primeiro semestre de 2026 reforça uma mudança importante no comportamento do investidor, que segue priorizando ativos resilientes e com fluxo de caixa consistente. Se no primeiro trimestre observamos grandes transações concentradas, o segundo trimestre mostrou um mercado com maior capilaridade, mantendo a disciplina na precificação e a busca por fundamentos operacionais sólidos”. Nota com informações de Giovanna Felzener da pressaporter.com.
