A Prefeitura de Porto Velho, sob a coordenação da Superintendência Municipal de Defesa Civil (SMDC), deflagrou uma megaoperação humanitária na região do Baixo Madeira. A força-tarefa, que se estende até a próxima terça-feira (19), mobiliza de forma integrada quatro secretarias municipais, duas pastas estaduais e o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO). O objetivo central da missão é executar o plano de resposta e assistência emergencial às populações ribeirinhas severamente afetadas por eventos hidrológicos extremos.
As ações estão concentradas prioritariamente nos distritos de Calama e Demarcação, estendendo-se também a 12 pequenas comunidades locais: Patuá, Paracaúba, Independência, Cururu, Gleba do Cuniã, Ressaca, Ilha Nova, Firmeza, Ilha de Assunção, Terra Firme, Papagaios e Mayci. No total, 20 servidores públicos atuam simultaneamente na logística de campo e na distribuição dos insumos de primeira necessidade.
Logística de insumos e assistência humanitária
De acordo com o balanço de projeções da Defesa Civil, o cronograma de entregas estabelecido entre os dias 16 e 18 de maio prevê o repasse de 5.700 quilos de alimentos acondicionados em cestas básicas. Para garantir a segurança hídrica e prevenir a proliferação de doenças de veiculação hídrica, as equipes também realizam a distribuição de 11.580 litros de água mineral potável e 386 caixas de hipoclorito de sódio, utilizado na purificação da água para consumo doméstico.
O superintendente da Defesa Civil Municipal, Dr. Marcos Berti, enfatizou o caráter solidário e a complexidade logística da operação fluvial. "Essa é uma ação da Defesa Civil em parceria com órgãos parceiros e tem como foco assegurar o acesso dessas comunidades à comida e água potável. É uma ação humanitária porque a Defesa Civil somos todos nós", pontuou o superintendente.
Decreto de Emergência e mitigação de danos climáticos
A vulnerabilidade socioambiental da região do Baixo Madeira foi agravada recentemente pelo repiquete e vazante acentuada dos rios amazônicos, fenômenos que dificultam o acesso a poços artesianos e prejudicam a agricultura de subsistência local. Diante do cenário crítico, as localidades beneficiadas encontram-se amparadas pelo Decreto de Emergência nº 21.945, assinado pelo Executivo municipal em 24 de abril de 2026, mecanismo legal que desburocratiza a compra e a destinação de donativos.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, enalteceu a eficiência do trabalho conjunto entre as esferas municipal e estadual para salvaguardar a dignidade das famílias ribeirinhas. O prefeito destacou que o planejamento estratégico da municipalidade visa antecipar as respostas governamentais diante dos impactos severos causados pela crise climática na região Norte. "O nosso Baixo Madeira sofre recorrentemente com isso, mas com inteligência, parceria e dedicação, a gente consegue mudar esse cenário", concluiu o chefe do Executivo.
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/PVH
