Porto Velho se prepara para um evento inédito de conscientização e inclusão. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semias), promove no próximo sábado, 16 de maio, a 1ª Caminhada de Conscientização da Apraxia de Fala na Infância (AFI). O encontro está marcado para as 17h, no Espaço Alternativo, e busca lançar luz sobre um transtorno neurológico que, embora impactante, ainda é desconhecido por grande parte da população.
A ação, organizada pelo Departamento de Inclusão, Acessibilidade e Desenvolvimento Humano em parceria com a Héstia Fonoaudiologia e Saúde, visa explicar o que é a AFI: um distúrbio onde o cérebro tem dificuldade em planejar e coordenar os movimentos musculares necessários para transformar o pensamento em fala. O evento reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento terapêutico especializado para garantir que crianças com essa condição possam se comunicar e se desenvolver plenamente.
Marco legal e fortalecimento de políticas públicas
A caminhada não é uma ação isolada, mas parte de um cronograma que celebra o Dia Municipal da Apraxia de Fala na Infância, instituído formalmente pela Lei Municipal nº 3.249/2025. A legislação, celebrada em 14 de maio, obriga o poder público a promover ações educativas e informativas, transformando a causa em uma política de Estado permanente em Porto Velho.
Para o secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, dar visibilidade ao tema é o primeiro passo para acolher as chamadas "famílias atípicas". O objetivo é criar uma rede de apoio que vá além do consultório, alcançando as escolas e os espaços públicos, garantindo que a neurodivergência seja compreendida sob a ótica do respeito e da acessibilidade. A diretora de Inclusão da Semias, Lidiane Silva, reforça que a mobilização é uma ferramenta poderosa para combater preconceitos e desmistificar o transtorno.
Inclusão como prioridade de gestão
O prefeito Léo Moraes enfatizou que o cuidado com as pessoas neurodivergentes é uma das prioridades de sua administração. Segundo o prefeito, construir uma cidade mais humana exige diálogos abertos sobre condições como a apraxia, assegurando que as políticas públicas sejam eficientes e alcancem quem mais precisa. A caminhada no Espaço Alternativo será um momento de união entre profissionais da saúde, educadores, famílias e a sociedade civil em prol de uma Porto Velho mais inclusiva.
A secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, destacou que o acesso à informação é a maior barreira a ser derrubada. Ao levar o debate para um dos pontos turísticos e de lazer mais frequentados da capital, a prefeitura espera atingir um público diverso, sensibilizando moradores sobre a necessidade de um olhar atento às dificuldades de comunicação infantil. A expectativa é que o evento se torne um marco anual no calendário da região Norte, consolidando o compromisso com a diversidade humana e o desenvolvimento infantil.
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/PVH
