
Sempre na vida é essencial preservar o sonho. “Devemos aceitar a decepção finita, mas nunca perder a esperança infinita” (Martin Luther King).
COPA DO MUNDO IMPULSIONA CONSUMO DE BARES E RESTAURANTES
Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO) estima que os bares e restaurantes rondonienses irão movimentar R$ 1,694 bilhão durante o torneio. Caso a Seleção Brasileira avance até a final, este valor pode saltar para R$ 1,936 bilhão. Este otimismo local reflete uma mudança no comportamento do consumidor, estruturada em duas frentes: 1)A Extensão do Torneio: A Copa de 2026 é maior, contando com 48 seleções e 39 dias de duração; 2) Mudança de Hábito de Consumo: Embora a população esteja frequentando menos os estabelecimentos de forma rotineira, o gasto por visita aumentou de forma expressiva. Isto se comprova a partir de dados do estudo Consumer Insights, da Worldpanel by Numerator, ao comparar o 1º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, o valor desembolsado por viagem cresceu 28,3%, enquanto as ocasiões de consumo recuaram 7,1%. Para o presidente da Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, os dados revelam um consumidor mais seletivo, mas ainda disposto a gastar em momentos especiais. “Há uma mudança sensível do consumo fora de casa rondoniense em virtude das incertezas do cenário financeiro, porém, também fica evidente que mesmo mais seletivo o rondoniense não abre mão dos pequenos luxos. Daí, esta copa ser quase um ‘segundo Natal’ para os rondonienses.”
OBSERVATÓRIO DE MONITORAMENTO DE SAÚDE NA FRONTEIRA
O governo de Rondônia criou o primeiro Observatório de Monitoramento de Saúde na Fronteira Guajará-Mirim (Brasil)/Guayaramerín (Bolívia). A iniciativa pioneira da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa/RO), surge como uma resposta estratégica diante da intensa circulação de pessoas, bens e serviços na linha de fronteira. É um projeto apoiado pelo Ministério da Saúde e a assistência técnica da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) que tem como objetivo o monitoramento em tempo real para integrar dados, prever riscos e reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS). O foco da proposta é a unificação de eixos primordiais como a vigilância epidemiológica, a atenção laboratorial, a regulação e o atendimento hospitalar.
NÃO É SÓ O ATIVISMO QUE NOS INTERDITA
A questão não tem nada de nova, de vez que, principalmente a partir do Planafloro, plano que estabeleceu as bases do zoneamento e da preponderância da precaução ambiental no estado, que há um constante debate estadual entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico. O cenário envolve disputas intensas sobre o zoneamento estadual, criação e flexibilização de áreas protegidas e a atuação rigorosa de órgãos de fiscalização. O último desses movimentos redundou em diligência do STF, a partir da Lei Complementar nº 1274/2025, de autoria do deputado estadual Luís do Hospital, que é objeto de debate jurídico e trata sobre a regularização de áreas produtivas em Rondônia. A norma é alvo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.819, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), e será analisada com base em uma diligência técnica no estado. Este é só um dos grandes problemas das famílias que vivem e produzem em áreas transformadas em unidades de conservação, incluindo regiões como Buritis. A lei tratou da readequação dos limites de reservas como Minas Novas, Rio Pardo e Soldado da Borracha, buscando conciliar a preservação ambiental com ocupações já consolidadas. Em pronunciamento recente o presidente da Assembleía, Alex Redano, criou uma ótima frase de marketing: “Rondônia é um estado interditado pelo ativismo ambiental”. É um reconhecimento um pouco tardio depois de tudo que já aconteceu, mas o sono das autoridades não é somente em relação a ativismo ambiental. Está aí o pedágio da BR-364 e, de muito antes, a transposição dos servidores do ex-Território que mostram a passividade de nossas lideranças políticas a respeitos dos principais temas do estado. Às vezes, esporadicamente, até tratam, mas, não existe um trabalho contínuo e efetivo sobre nossas necessidades maiores.
FESTIVAL DE PARINTINS MOVIMENTA A ECONOMIA AMAZONENSE
O Festival de Folclórico de Parintins, realizado a céu aberto, é a principal atração do município e responde por grande parte da renda gerada na cidade. Para se ter ideia de sua importância é preciso assinalar que a AmazonasTur (Empresa Estadual de Turismo do Amazonas) projeta a vinda de 120 mil turistas, este ano, para assistir os bois Caprichoso e Garantido. A projeção é de mais de R$ 220 milhões na economia local, movimentando desde transportes, restaurantes e hotelaria até vendedores ambulantes. É também da AmazonasTur a divulgação de que, nos últimos oito anos, o Festival Folclórico de Parintins gerou 7.600 empregos diretos, indiretos e temporários na cidade, em virtude da festa, que sempre ocorre nos três últimos dias de junho.
PREVISÃO DO BOLETIM FOCUS É LEVE AUMENTO DA INFLAÇÃO
O Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com a expectativa do mercado financeiro sobre os principais indicadores, desta semana, apontou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação, passou de 5,3% para 5,33% este ano. Com a pressão dos preços dos combustíveis e de alimentos, a previsão para o IPCA até o fim deste ano foi elevada pela décima quinta semana seguida, acima do intervalo da meta do BC de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Para 2027, a projeção da inflação aumentou de 4,1% para 4,15%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente. Também os analistas de mercado elevaram a estimativa para a taxa básica até o fim de 2026, de 13,75% ao ano para 14% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a taxa Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
