Silvio Persivo (*)
Pelo grupo A República Tcheca e África do Sul fizeram um jogo de um nível não muito bom, em Atlanta. Os tchecos eram favoritos e começaram o jogo parecendo que iriam amassar os africanos, pois, logo, aos cinco minutos, abriram o placar com Sadilek. E comandaram o jogo, porém ninguém criou oportunidades de gol. E, no segundo tempo, até por não fazer nada, a África do Sul começou a tentar alguma coisa sem muito sucesso. Até que, aos 40 minutos, a bola bateu na mão de Sulk. Penalti que Mokoena converteu. E foi só. O 1x1 fez justiça a ineficiência dos dois times. Pelo grupo B, a Suiça também era favorita. E começou e teve mais posse de bola, no primeiro tempo. Criar chances de gol não criou e a Bósnia também não. O segundo tempo, porém, ficou mais movimentado. O técnico Murat Yakin, inconformado com o andar da carruagem, colocou Manzambi e Vargas para mudar as coisas e deu certo. E foi de uma jogada conjunta que, aos 28, Manzambi abriu o placar. Depois, com a expulsão de Muharemovic tudo ficou mais fácil. Vargas fez o segundo, depois Manzambi voltou a marcar. A Bósnia descontou, porém, aos 50, houve um pênalti e Xhaka cobrou sem dó: 4x1. Goleada que não era previsível no primeiro tempo. Ninguém esperava muito do Catar, é verdade. Porém, também não que, pelo grupo B, o Canadá fosse fazer 6x0. Ainda que logo, aos 15, Larin tenha feito o primeiro gol. E a cosia ficou melhor quando, aos 28, Jonathan David. Tudo ficou muito pior com Homam Ahmed expulso. E o intervalo veio com um 3x0 e o jogo consolidado. E no segundo tempo, como era de se esperar, o Canadá deitou e rolou. Madibo deu uma entrada tão forte que quebrou a perna de Koné. Foi o fim. Com sua expulsão veio a maior goleada da copa até agora. México e Coréia do Sul fizeram um jogo, no primeiro tempo, morno. Muito toque de bola, impedimentos da Coreia do Sul, que no fim passou a controlar o jogo, porém muito poucas oportunidades reais. O segundo tempo não estava muito diferente até que o México cruzou uma bola na área e o goleiro Kim Seung-Gyu subiu e não conseguiu segurar a bola e se enroscou com um zagueiro na queda. A bola sobrou e Romo tocou para o fundo das redes. Um gol inesperado de um lance, no mínimo, bizarro. Então os jogadores coreanos começaram a trocar passes procurando o empate sem muita eficiência enquanto o México procurava um contra-ataque, ambos sem objetividade.
