A escalada da violência doméstica e a importância da denúncia comunitária mobilizaram forças de segurança na região central da capital. Uma mulher de 47 anos foi agredida física e verbalmente pelo marido, de 48 anos, no interior de um apartamento localizado no bairro Areal, em Porto Velho. A intervenção da Polícia Militar ocorreu na noite de terça-feira (23), após testemunhas ouvirem os clamores de socorro da vítima e acionarem de forma emergencial o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop).
Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais militares confirmaram o cenário de vulnerabilidade da vítima por meio de relatos de residentes do mesmo bloco habitacional.
Conflito doméstico e pedido de auxílio aos vizinhos
De acordo com o boletim de ocorrência, uma das moradoras do condomínio informou aos policiais de plantão que ouviu gritos nítidos vindos do apartamento vizinho. A mulher clamava para que o agressor interrompesse as agressões físicas e solicitava em voz alta que alguém telefonasse para a polícia. Diante do risco iminente, os próprios moradores decidiram formalizar o chamado técnico via telefone 190.
Em depoimento formal aos policiais, a vítima explicou que o marido iniciou uma discussão sem qualquer motivação aparente. Durante o desentendimento, o homem passou a proferir ofensas verbais e, na sequência, desferiu ataques físicos, puxando os cabelos da esposa com violência. Para resguardar sua integridade física e interromper a conduta agressiva, a mulher conseguiu empurrar o companheiro e correu em direção à área externa para pedir ajuda.
Histórico de reincidência e orientações sobre direitos
Aos policiais, a vítima revelou que o comportamento hostil e as agressões por parte do marido são recorrentes na rotina do casal. Ela pontuou que já foi alvo de violência física em ocasiões anteriores, contudo, nunca havia formalizado o registro de um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Apesar do histórico apresentado e da gravidade dos fatos narrados, quando questionada pela guarnição sobre o interesse imediato em representar criminalmente contra o cônjuge ou solicitar as medidas protetivas de urgência previstas pela Lei Maria da Penha, a mulher manifestou o desejo de não adotar procedimentos legais naquele momento. Diante da recusa, a equipe policial realizou o acolhimento institucional da vítima, fornecendo orientações detalhadas sobre a rede de apoio psicossocial do município e os mecanismos jurídicos disponíveis de proteção. O caso foi devidamente registrado na Central de Polícia para conhecimento das autoridades competentes.
Redação Diário O Norte
Com informações de News Rondônia
