O combate especializado aos crimes cometidos em ambientes digitais e a proteção da integridade de menores pautaram uma forte ação repressiva no estado. Nesta terça-feira (16), a Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou a Operação Ciber Querubins-I. A ofensiva policial cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão direcionados a alvos investigados pela posse e pelo armazenamento de materiais digitais contendo cenas de abuso sexual e pornografia infantojuvenil.
A ação tática foi executada de forma simultânea em municípios das regiões Metropolitana e Central do estado.
Investigação digital e cumprimento de mandados
O monitoramento e o rastreamento dos dados na rede mundial de computadores foram coordenados pela unidade especializada da DRCC, que é vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECCO). O trabalho de inteligência tecnológica contou com o suporte do Laboratório de Tecnologia contra Crimes Cibernéticos (Ciberlab), estrutura que permitiu fazer o cruzamento de dados, a quebra de sigilo telemático e a localização geográfica de três suspeitos de integrarem o compartilhamento ilícito de mídias.
Com as ordens judiciais expedidas pelo Poder Judiciário rondoniense, equipes de investigadores saíram a campo na manhã de hoje para cumprir as buscas nos seguintes municípios:
Porto Velho
Ji-Paraná
Os policiais recolheram computadores, discos rígidos, smartphones e mídias de armazenamento em massa. Todo o material eletrônico apreendido será submetido à perícia técnica oficial para a extração de evidências e identificação de ramificações da rede de contatos dos investigados.
Enquadramento no ECA e linha de atuação permanente
O nome atribuído à operação, "Ciber Querubins-I", faz alusão direta ao ambiente cibernético onde os delitos ocorrem e à simbologia de proteção à inocência e à extrema vulnerabilidade que caracterizam o público infantojuvenil. De acordo com as normas penais vigentes no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a conduta de possuir ou armazenar esse tipo de conteúdo ilícito configura crime grave, sujeito a penas de reclusão e sanções pecuniárias.
A diretoria da Polícia Civil de Rondônia informou que as ações desencadeadas nesta terça-feira passam a integrar uma linha de atuação permanente e sistemática da DRCC. O planejamento institucional prevê o monitoramento contínuo de fóruns, redes sociais e aplicativos de mensagens, visando sufocar a circulação de mídias criminosas e garantir a responsabilização penal dos usuários que utilizam a internet para violar os direitos fundamentais de crianças e adolescentes.
Redação Diário O Norte
