O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), promove até o dia 10 de julho um mutirão integrado de Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos municípios de São Francisco do Guaporé e São Miguel do Guaporé. A força-tarefa, que integra o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL), tem como foco principal a regularização de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais inscritos no sistema estadual (SICAR-RO).
Foco na sustentabilidade e regularização
A ação é conduzida pela Coordenadoria de Monitoramento e Regularização Ambiental Rural (Comrar) em parceria com a Emater. Durante o período do mutirão, as equipes técnicas oferecem suporte direto aos produtores, orientando sobre procedimentos necessários para sanar passivos ambientais em Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL).
Além da parte documental, a missão realiza o acompanhamento técnico de áreas em processo de recuperação florestal, vinculadas ao projeto "Regulariza Rural – KfW", executado pela organização Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé). Esse monitoramento é fundamental para verificar a eficácia das estratégias de restauração de áreas degradadas e assegurar a conservação dos recursos naturais da região.
Valorização do produtor rural
Para o governador Marcos Rocha, o mutirão representa o compromisso do Estado com um modelo de desenvolvimento que equilibra a produtividade no campo com a preservação. "Trabalhamos para apoiar o homem do campo, promovendo políticas públicas que aliem desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Ações como essa demonstram que é possível avançar com responsabilidade", destacou o chefe do executivo estadual.
O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, reforçou que descentralizar o atendimento é estratégico para a efetividade das políticas ambientais. "Levar esse tipo de atendimento diretamente aos municípios é essencial para garantir que mais pessoas tenham acesso à regularização ambiental e às oportunidades oferecidas pelo estado", afirmou.
Já o coordenador da Comrar, Geovani Marx Rosa, pontuou que o suporte técnico direto traz mais segurança jurídica aos agricultores. "Com essa ação, fortalecemos a recuperação ambiental e promovemos maior segurança jurídica no campo, oferecendo suporte técnico para que o produtor esteja em dia com a legislação", concluiu.
Redação Diário O Norte
