Uma ação integrada entre forças de segurança e órgãos de fiscalização resultou na deflagração da Operação “Lumus Maximus” na manhã desta terça-feira (21), em Porto Velho. Coordenada pela Polícia Civil do Estado de Rondônia (PC-RO), por meio do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), a ofensiva tem como foco principal o combate sistemático aos crimes de furto e receptação de fiação elétrica, cabos de cobre, tampas de bueiro e outros componentes essenciais pertencentes ao patrimônio público e às redes de serviços essenciais.
Força-tarefa e estabelecimentos vistoriados
A operação mobilizou uma ampla rede institucional. Participaram das diligências equipes da Polícia Civil, da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (EMDUR), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINFRA), da Secretaria Municipal de Economia (SEMEC) e da Secretaria de Estado de Finanças (SEFIN-RO). O esforço conjunto também contou com o suporte técnico de concessionárias de serviços públicos, como a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD) e a Energisa.
Com base em um mapeamento estratégico desenvolvido em parceria entre a Polícia Civil e a Prefeitura, 14 estabelecimentos comerciais — entre ferros-velhos e pontos de reciclagem — foram selecionados como alvos prioritários por apresentarem indícios de atuar como pontos de receptação de materiais ilícitos.
Verificação de irregularidades
Durante as abordagens simultâneas, os agentes atuaram na checagem minuciosa dos estoques para identificar a procedência de metais e cabos metálicos. Além do aspecto criminal e da busca por produtos furtados, as equipes fiscalizaram rigorosamente a regularidade administrativa, fiscal e ambiental dos locais vistoriados, aplicando as medidas cabíveis em caso de descumprimento das normas vigentes.
As autoridades policiais destacam que a colaboração da sociedade é fundamental para enfraquecer a cadeia criminosa de desvio de patrimônio público. Denúncias anônimas e informações sobre comércios suspeitos ou receptação de materiais podem ser repassadas às forças de segurança para subsidiar futuras ações.
Redação Diário O Norte
