Estrutura e humanização do cuidado
As Residências Terapêuticas funcionam como moradias assistidas integradas ao tecido urbano, oferecendo um ambiente seguro e acolhedor, distante da lógica de isolamento das antigas instituições. Cada morador é acompanhado por um Projeto Terapêutico Singular (PTS), que norteia as ações para a reconstrução de sua autonomia e cidadania.
O serviço conta com uma equipe multiprofissional dedicada, composta por enfermeiros, técnicos de enfermagem, cuidadores, cozinheiros e auxiliares de serviços gerais. Este suporte garante assistência integral, incluindo alimentação, medicação assistida, transporte para consultas e o incentivo permanente a atividades de lazer e fortalecimento de vínculos comunitários.
Planejamento e investimento técnico
A estruturação do serviço foi coordenada pela Gerência de Saúde Mental da Semusa e seguiu rigorosas diretrizes do Ministério da Saúde para unidades Tipo I e Tipo II. Após estudos técnicos que mapearam a demanda reprimida no município, a prefeitura firmou o Contrato nº 032/PGM/2026, com um investimento anual estimado em R$ 816.424,80.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, enfatizou o impacto social da medida. "As Residências Terapêuticas representam muito mais que um local de moradia. Elas devolvem dignidade, autonomia e qualidade de vida para pessoas que passaram anos afastadas do convívio social", afirmou a titular da pasta.
Compromisso com a rede de atenção psicossocial
Para o prefeito Léo Moraes, a implantação reflete uma gestão pautada pela inclusão. "Estamos construindo uma rede de cuidado que respeita a dignidade das pessoas e oferece oportunidades reais de reintegração social. As Residências Terapêuticas representam um avanço importante para Porto Velho, pois garantem acolhimento, segurança e acompanhamento adequado para quem precisa reconstruir sua vida em liberdade", destacou o prefeito.
É importante ressaltar que o novo serviço é distinto da Unidade de Acolhimento Terapêutico Casa Bem Viver Saúde, que foca no acolhimento transitório de jovens dependentes químicos. As Residências Terapêuticas possuem um caráter de moradia contínua para egressos psiquiátricos, consolidando o compromisso de Porto Velho com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e assegurando que o tratamento de saúde mental ocorra dentro da comunidade, promovendo o exercício pleno da cidadania.
Redação Diário O Norte
