Silvio Persivo (*)
Antes das oitavas começar havia o prognóstico percentual das seleções que ganhariam nas oitavas, que seriam França, 86% de chances matemáticas; Marrocos possui 65,7%; o Brasil 64,7%. Inglaterra com 55,6%; Espanha é favorita com 59,8%; Estados Unidos com 50,3; Argentina com 78,9% e Colômbia 53%. Eram bons prognósticos, embora considerasse altas as percentagens do Brasil e da Argentina, considerava que ambos ganhariam. Em relação ao restante quis palpitar apostando em Portugal e Suíça. Quem me surpreendeu foi a Bélgica, que passeou sobre os EUA. A Noruega ganhar do Brasil era muito possível. A Argentina seria favorita na base de uns 58%. E os “Hermanos”, em Atlanta, tentaram impor seu jogo nos primeiros cinco minutos. Não deu. O Egito equilibrou a posse mantendo uma marcação agressiva. Além de fechar os espaços, subiu a marcação e passou a explorar os ataques pelos lados. E, aos 14 minutos, com Yasser cabeceando para as redes depois de um cruzamento de Attia fez o gol: 1x0. Seja porque o Egito deu mais espaço para o adversário, seja porque os argentinos começaram a correr mais em campo aconteceram boas oportunidades de empatar. A melhor chance veio com um pênalti, aos 20, que Messi bateu mal, por sinal com muita similaridade ao pênalti batido por Bruno Guimarães. Foi-se a chance do empate com a defesa de Shobeir. O goleiro egípcio, depois faria mais duas boas defesas, em cabeceio de Mac Allister e num chute de Álvarez. Messi ainda acertou a trave na cobrança de uma falta. Terminou o primeiro tempo e no segundo novamente voltou a pressão argentina até que, aos 12 minutos, numa recuperação de bola da defesa Hassan saiu jogando, passou por dois marcados, com uma caneta em Tagliafico, e deu um passe para Salah, que lançou Zico na esquerda. O atacante finalizou na saída do goleiro fazendo o segundo. Aí apareceu o anulou o gol por falta na origem. O arbitro Francois Letexier revisou o vídeo assinalando que Attia pisou em Lisandro Martínez ao roubar a bola na linha de fundo. A tentativa de pressão dos argentinos continuou, mas, de novo, depois de Messi cobrar um escanteio no primeiro poste, a defesa tirou, com a bola sendo empurrada para um contra-ataque com Salah. Hassan recebeu na direita e deu um passe rasteiro para Zico bater de forma inapelável: 2x0. Nem assim a Argentina desistiu e de tanto martelar, com Messi se esbaldando em campo, por fim conseguiu, aos 34 minutos, num ataque em que apostou no cruzamento, Messi levantou no primeiro poste, e Romero cabeceou no canto esquerdo de Shobeir para diminuir: 2x1. E aos 38, veio o empate Messi cruzou na segunda trave, Martínez ajeitou para o meio da área, e Montiel empurrou para Messi, que bateu forte no alto: 2x2. E veio os acréscimos, quase no final Salah tentou driblar na área e perdeu a bola no ataque. Daí partiu um contra-ataque. Onde Lautaro foi lançado na direita e cruzou para a área. Bem postado Enzo Fernández cabeceou no canto esquerdo, tirando de Shobeir. Virada argentina: 3x2. Messi compensou com enorme esforço e determinação o cansaço e o talento que não fluiu em certas ocasiões. Deu o esperado, mas a Turquia assustou muito e vendeu caro sua eliminação.
(*) Um Estranho no Ninho (https://spersivo.blogspot.com/).
