O candidato ao Governo de Rondônia pelo PSB, Samuel Costa, manifestou forte oposição à decisão da direção nacional do partido de intervir no diretório estadual, medida que coloca em risco as candidaturas aprovadas durante a convenção da legenda. A ação atinge diretamente a chapa majoritária ao governo, as candidaturas ao Senado e as composições proporcionais para os cargos de deputado federal e estadual no estado.
Reação enérgica e defesa da democracia interna
Em declarações contundentes, Samuel classificou a medida como uma tentativa de golpe institucional dentro da agremiação, argumentando que a decisão desrespeita o princípio do Estado Democrático de Direito e anula o voto dos convencionais.
"Isso fere de morte a democracia. Não podemos aceitar que, depois de uma convenção regularmente realizada, uma decisão tomada de cima para baixo tente apagar a vontade dos convencionais e interferir diretamente no processo eleitoral", declarou o candidato.
Para ele, a intervenção em pleno curso do calendário eleitoral carece de proporcionalidade e fere a autonomia partidária construída regionalmente.
Medidas jurídicas em preparação
Diante do cenário, Samuel Costa descartou submeter-se passivamente à medida e anunciou que acionará os instrumentos legais necessários para reverter os efeitos da decisão nacional. O objetivo é assegurar a validade jurídica das candidaturas homologadas pelo diretório de Rondônia.
"Se for confirmada essa tentativa de retirar candidaturas e desconstituir aquilo que foi decidido democraticamente, nós vamos interpelar judicialmente os responsáveis. A democracia não pode ser atropelada por uma canetada", pontuou.
O impasse agora migra para as instâncias do Judiciário Eleitoral, onde deverão ser avaliados a legalidade do procedimento adotado pela Executiva Nacional, a competência estatutária e o impacto sobre a participação do partido no pleito estadual.
Redação Diário O Norte
Com informações da Agência Rondônia
