Apesar do período de alerta motivado pelos impactos do fenômeno El Niño, episódios recentes de chuva surpreenderam moradores de Porto Velho. No entanto, mesmo com o alívio temporário no calor e na secura, o nível do Rio Madeira continua em processo de diminuição, exigindo atenção redobrada da população e das autoridades.
Riscos à navegação e orientações
De acordo com o superintendente da Defesa Civil Municipal (SMPDC), Marcos Berti Cavalcanti, as precipitações inesperadas chegaram em boa hora, mas a baixa contínua no volume das águas do rio traz riscos severos, sobretudo para a navegação.
Em trechos críticos, há iminência de formação de bancos de areia e exposição de formações rochosas. A Defesa Civil orienta navegadores e comunidades ribeirinhas a evitarem a navegação no período noturno e reforça a obrigatoriedade do uso de coletes salva-vidas durante os deslocamentos diurnos.
Assistência às comunidades ribeirinhas e prevenção
Com a previsão de que os efeitos do El Niño se estendam por oito meses, avançando até 2027, a Prefeitura de Porto Velho mantém uma força-tarefa envolvendo a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, brigadistas e a Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias).
As ações integradas contemplam:
Apoio humanitário: Distribuição de milhares de kits de vestuário, alimentos, água mineral e hipoclorito de sódio para famílias do baixo, médio e alto Madeira;
Prevenção urbana e rural: Monitoramento contínuo e combate a focos de queimadas na capital e arredores;
Articulação municipal: O prefeito Léo Moraes destacou que a presença das equipes nas localidades mais afastadas garante o suporte necessário aos moradores que dependem do rio em meio às dificuldades impostas pela estiagem.
A população pode acionar os órgãos de segurança e proteção em caso de emergências ou para realizar denúncias por meio dos telefones 199 (Defesa Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros), ou através da plataforma digital PVH+.
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/PVH
