A 1ª Vara de Tóxicos de Porto Velho condenou integrantes de uma organização criminosa desarticulada pela Polícia Federal na Operação Puritas. A sentença acolheu parcialmente a denúncia do Ministério Público de Rondônia (MPRO) contra os réus envolvidos em um esquema que movimentou milhões de reais e transportou mais de 1,2 tonelada de cocaína pura entre 2022 e 2024.
As penas aplicadas variam de 3 anos a até 45 anos e 11 meses de reclusão, dependendo do grau de participação de cada condenado.
A rota do tráfico e a estrutura do esquema
Rota principal: O grupo mantinha uma logística estruturada para transportar a droga de Porto Velho até Fortaleza (CE), utilizando pontos de apoio estratégicos no Mato Grosso, Pará e Maranhão.
Liderança local: O líder do esquema em Rondônia negociava os carregamentos, fornecia veículos adaptados, adquiria armas e gerenciava as contas bancárias do grupo.
Apoio e prisões: Um dos integrantes foi flagrado em Vilhena transportando cerca de 500 kg de cocaína com uma arma registrada em nome do chefe da organização.
Lavagem de dinheiro em imóveis de luxo e fazendas
Para ocultar o faturamento milionário do tráfico, a organização utilizava empresas de fachada, realizava depósitos fracionados e adquiria bens de alto padrão em Porto Velho, incluindo casas em condomínios fechados, fazendas e veículos de luxo.
Durante as buscas da operação, os agentes apreenderam R$ 580 mil e US$ 8.157 em dinheiro vivo guardados em um cofre, montante que a Justiça confirmou ser fruto do crime.
Validação das provas e perda de cargos
A Justiça rejeitou os pedidos da defesa para anular o processo, confirmando a competência da Justiça Estadual e validando as provas digitais colhidas.
Além das penas de prisão, a sentença determinou a perda do cargo público para os policiais rodoviários federais envolvidos. As sanções relativas aos policiais militares foram encaminhadas para a Justiça Militar.
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/TJRO
