
A razão, hoje em dia, já não compreende muita coisa. “A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” (Arthur Schopenhauer).
PARQUE CIRCUITO VANDALIZADO
Não se passou mais do uma semana que houve a entrega da revitalização do Parque Circuito, em Porto Velho, e, para desgosto de muitos, o local já aparece com brinquedos danificados, lixeiras quebradas, a área pet interditada, os banheiros pichados e o lixo foi espalhado pelo local. Embora o presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano (Emdur), Bruno Holanda, tenha alertado sobre a importância da conscientização das pessoas e da colaboração dos frequentadores para manter os espaços públicos em boas condições de uso, penso que a questão vai mais além. Tudo bem até é razoável pensar que o cuidado com as lixeiras, o descarte correto do lixo pode ser uma questão de má educação, porém, o que os danos causados às estruturas revelam é mais do que isto: é coisa de bandidos, de vândalos mesmo. E aí não tem jeito. É questão mesmo de punição e de policiamento que não existe no local.
MUITO ESQUISITO
A exoneração de Massud Badra da Secretaria de Estado da Educação está dando o que falar. As especulações variam entre as conveniências políticas e desentendimentos com figuras importantes do entorno do governador em despedida. De qualquer forma é pouco inteligível uma mudança no final de governo de um setor tão importante sem muita razão de ser e que deveria estar se preparando para fazer o balanço para passagem de governo.
LOTE RESIDUAL DO IRPF DO MÊS DE OUTUBRO
A Receita Federal anunciou que o crédito bancário de 184.442 restituições de todo o País será realizado ao longo do dia 30 de outubro, no valor total de R$ 531.601.793,51. Deste total, parte serão destinados a contribuintes que possuem prioridade legal e aos que não possuem prioridade legal, mas que receberam prioridade por terem usado a Declaração pré-preenchida e/ou optado por receber a restituição via PIX. Foram contempladas ainda restituições destinadas a contribuintes não prioritários. Em Rondônia, o valor total de R$ 4.255.714,01 será distribuído entre 1.384 contribuintes. Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet (www.gov.br/receitafederal), clicar em "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a minha Restituição".
CBS DE 11,3% VAI PRESSIONAR CUSTO DOS FRETES E DOS PRODUTOS
Se aceita, ou não, pelo Senado a alíquota de referência de 11,3% deliberada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na última quarta-feira (28) o cálculo da alíquota de referência de para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o PIS e a Cofins a partir de janeiro de 2027. representa um forte sinal de alerta importante para as empresas brasileiras. A fixação prevista ficou bem acima das projeções com as quais as empresas vinham trabalhando. Basta ver que uma prestadora de serviços enquadrada no lucro presumido pode recolher hoje 3,65% de PIS e Cofins sobre a receita, no regime cumulativo. Com a CBS, a lógica de tributação muda, porque passa a existir um sistema mais amplo de créditos sobre determinadas aquisições. O problema é que a folha de pagamento, que representa uma das maiores despesas de muitas prestadoras de serviços, não gera créditos. Isto impacta as empresas intensivas em mão de obra que vão enfrentar um aumento relevante da carga tributária efetiva, dependendo da estrutura de custos e das possibilidades de creditamento. Se não podemos presumir que todas as empresas terão o mesmo impacto, mas sabemos que parte delas operam com margens apertadas e terão problemas para absorver uma elevação de custos tão alta. E isto é mais sensível num setor vital da economia, o transporte rodoviário de cargas. Acrescente-se que além da reforma tributária, as transportadoras enfrentam as pressões do diesel, dos custos trabalhistas, dos seguros e das regras de remuneração do transporte, o que limita sua capacidade de absorver novos custos. E claro aumentando os custos do frete teremos, como consequência, o aumento do custo a ser incorporado ao preço dos produtos transportados, atingindo a indústria, o comércio e o consumidor final.
REELEIÇÃO AUMENTA O RISCO DE AUMENTO DA INFLAÇÃO
A reeleição do presidente Lula da Silva torna a condução das contas públicas um dos principais desafios do próximo mandato. Para se ter uma ideia, as projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal, indicam que a dívida bruta do governo geral pode passar de 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2026, para 86,4% em 2027. O cenário amplia a atenção sobre a trajetória dos gastos públicos, o custo de financiamento do governo e os possíveis reflexos sobre o crédito e o consumo e indicam um crescimento mais moderado da economia. Na edição de 26 de outubro de 2026, baseada em expectativas coletadas antes do segundo turno das eleições, o Boletim Focus projetava expansão de 1,8% do PIB em 2026 e de 1,31% em 2027. Para a inflação, as medianas eram de 5,19% e 4,34%, respectivamente. A taxa Selic esperada para o encerramento de 2027 era de 11,75%, também abaixo do patamar atual de 13,75%. O quadro evidencia um problema que vai além dos indicadores financeiros: como a combinação de endividamento público elevado, juros e inflação vai afetar o orçamento das famílias brasileiras? As perspectivas, segundo os especialistas não são boas na medida em que a percepção de risco fiscal pode influenciar os juros de longo prazo, as decisões de investimento e as condições de financiamento, com possíveis efeitos sobre empresas e consumidores. E influencia diretamente o câmbio, o que implica em aumento dos combustíveis e inflação maior. Ainda que a dívida pública não seja um assunto do dia a dia dos brasileiros não se duvida de seus efeitos e das decisões econômicas no custo do financiamento, no preço dos produtos e na capacidade de manter o padrão de vida. O desafio será como as famílias irão se preparar para manter seu orçamento diante de um cenário que se prenuncia bastante negativo.
