
Penso, muitas vezes, que sou fora do padrão. Um louco sem charme algum. “E todos nós somos meio dementes. (...) aliás, fico feliz em constatar que o ponto de demência de alguém seja a fonte do seu charme" (Gilles Deleuze).
PROJETO EMPREENDEPET
A jornalista Yalle Dantas me envia material sobre o Projeto EmpreendePET, que acontece de 17 a 19 de abril, a partir das 17h, no Espaço Alternativo, em Porto Velho. É um evento de empreendedorismo feminino centrado na valorização da cultura local e na adoção responsável de animais. Uma feira de mulheres empreendedoras, com praça de alimentação, pratos regionais, apresentações culturais, desfile de pets e espaço para adoção. A realização do projeto conta com recursos viabilizados por meio de emenda parlamentar da deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil). “Será um encontro pensado com muito carinho para incentivar o empreendedorismo, valorizar nossas mulheres empreendedoras e, principalmente, promover a adoção responsável, dar um novo lar a um amigo e transformar vidas”, destaca a parlamentar. O EmpreendePET trará inovações e novidades do setor pet, além de ações de conscientização sobre proteção, respeito e bem-estar animal. A entrada é gratuita.
CAPACITAÇÃO TÉCNICA PARA A PRODUÇÃO LEITEIRA
A Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO) promove, entre os dias 13 e 17 de abril, o curso “Criação de Bezerras e Novilhas”, para extensionistas que atuam no campo, incentivando a produção leiteira no estado. A capacitação está sendo realizada no Centro de Treinamento da Emater-RO (Centrer-RO), em Ouro Preto do Oeste, e integra as ações do Projeto de Consultoria Técnica e Gerencial para Produtor Rural da Pecuária Leiteira (Consultec-Leite), desenvolvido pelo governo do estado com recursos financeiros do Fundo Proleite. A abertura do curso foi realizada no dia 13, contou com a presença do diretor-presidente da Emater-RO, Hermes José Dias Filho, que destacou a importância do alinhamento técnico dos profissionais que atuam diretamente com os produtores rurais. A capacitação, segundo ele, é fundamental para garantir a eficiência do programa em campo.
OS CONTRASTES ECONÔMICOS
A inflação brasileira em alta, o Produto Interno Bruto-PIB estacionado com tendência de baixa, o endividamento das famílias e empresas lá em cima, no entanto, quando se observa o Ibovespa, nesta quarta-feira (15), se vê que o índice acumula uma série expressiva de altas recentes. Na terça-feira (14), o Ibovespa chegou a superar 199 mil pontos pela primeira vez e fechou a 198,6 mil pontos, também em nível inédito. A sequência de ganhos criou condições para que boa parte dos investidores embolse os lucros acumulados nas últimas semanas. O movimento de realização, porém não deve reverter a alta do mercado brasileiro. O pano de fundo continua sendo favorável, pois, nos mercados emergentes, a América Latina aparece como um porto seguro e, nela, o Brasil é o país melhor posicionado, sustentando um fluxo de capital externo que, até 9 de abril, registrou a entrada líquida de 11,55 bilhões de reais, aumentando o saldo positivo no ano para quase 65 bilhões de reais. Também o dólar acompanha este movimento com a moeda americana fechando a 4,993 reais (dia 14), o menor patamar desde março de 2024. A queda do dólar reflete a entrada de recursos externos no País e reduz pressões inflacionárias de curto prazo. E tudo em meio a um ambiente interno dos mais problemáticos com incerteza econômica e política. Bem Brasil.
CLIENTES REJEITAM ATENDIMENTO ROBOTIZADO
Cresce no país a insatisfação com atendimentos automatizados à medida que consumidores passam a valorizar experiências mais humanas. Dados da FGV indicam que empresas com práticas de empatia registram até 35% menos rotatividade, enquanto a Gallup aponta que equipes engajadas podem elevar em cerca de 23% a rentabilidade. A eficiência operacional, por si só, já não garante fidelização, e o contato humano volta ao centro das estratégias. Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços, vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e professor convidado da FIA/USP, afirma que o problema não está na tecnologia em si, mas na forma é utilizada. “Muitas empresas confundem automação com relacionamento. Criam experiências rápidas, mas emocionalmente vazias. O cliente resolve o problema, mas não cria vínculo com a marca”, diz. A percepção de frieza nas interações automatizadas tem impacto direto na lealdade do consumidor. Segundo ele, a maioria das pessoas ainda prefere falar com um atendente humano quando precisa resolver algo mais complexo, o que evidencia uma lacuna entre eficiência e experiência. “O que encanta de verdade é o relacionamento, é a sensação de ser ouvido, compreendido e respeitado. Tecnologia é meio, não fim”, afirma.
A COPA VAI AUMENTAR CONSUMO DE ALIMENTOS E BEBIDAS
A Copa do Mundo 2026 está chegando. E, como aponta uma pesquisa da Neogrid, empresa de inteligência de dados para o consumo, em associação com o Opinion Box, mais da metade dos brasileiros (51%) pretende gastar mais com alimentos e bebidas durante os jogos da Copa do Mundo de 2026, segundo pesquisa da em parceria com o Opinion Box. Trata-se de uma derivada de que, no período, há um aumento de encontros entre amigos e familiares para acompanhar as partidas. O estudo “Como os eventos de 2026 impactam o bolso do consumidor” aponta que 24% dos consumidores pretendem investir em roupas e acessórios da seleção, além de itens de decoração e produtos temáticos, enquanto 20% mencionam que pretendem gastar com festas e eventos sociais. Os eletrônicos, como celulares e televisores, aparecem entre as intenções de compra de 7% dos entrevistados, durante o período. Por outro lado, 33% afirmam que não terão nenhum gasto adicional por conta da Copa do Mundo. Isto é compreensível porque, apesar da relevância do evento, o estudo revela que muitos brasileiros não percebem um impacto direto da Copa do Mundo em suas finanças. Quando questionados sobre a influência dela no seu cotidiano, 59% relatam não sentir efeitos significativos no planejamento financeiro pessoal ou familiar. Neste sentido, os dados sinalizam que 27% dos brasileiros consideram o período muito mais ou mais imprevisível, enquanto 12% acham mais previsível ou muito mais previsível.
