A CLASSIFICAÇÃO ESCONDE MAIS DO QUE REVELA
Deu o que falar (e discutir) o fato de Curitiba ter sido apontada como a capital com melhor qualidade de vida do Brasil no Índice de Progresso Social (IPS) 2026. A cidade alcançou 71,29 pontos e liderou o ranking entre as 27 capitais avaliadas. Já a nossa Porto Velho aparece com 58,59 pontos na última posição do levantamento. O IPS mede a capacidade dos municípios de atender necessidades básicas da população, garantir bem-estar e ampliar oportunidades e foi desenvolvido por uma rede colaborativa de instituições, liderada pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com a Fundação Avina, Amazonia 2030, Anattá Pesquisa e Desenvolvimento, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative. Efetivamente, o indicador tem suas qualidades e a colocação de nossa capital se baseia em problemas crônicos, como os de água, saneamento e na desorganização urbana- nada de muito desconhecido por nós todos. Mas, isto não impede de ser um ótimo lugar para viver por causa das pessoas, do clima e de, apesar de tudo, ainda ser uma cidade segura em relação à muitas outras iguais ou maiores. E com um atrativo imenso: como falta muita coisa é um local de muitas oportunidades, sem contar com sua beleza natural. Então este último lugar não nos diz tudo assim como o primeiro lugar de Curitiba. Sinceramente com toda sua organização e beleza, entre as duas, sou mais Porto Velho. É claro que por uma questão de história, de amor e por não suportar muito o clima frio. E, podem crer, aqui é um lugar de muito mais calor e oportunidades. Outra coisa: no ranking dos estados, Rondônia ocupa o 23º lugar, com média de 58,60 pontos, à frente do Amapá, Acre, Maranhão e Pará. E comemorei, com duas taças de vinho, que o município mais bem colocado de Rondônia é Rolim de Moura (62,8). Mérito de seus dirigentes e moradores, mas me absolve de decisões do passado. Tim-Tim!
ELEITA A NOVA DIRETORIA DA FECOMÉRCIO/RO
O Conselho de Representantes da Fecomércio/RO, composto pelos representantes dos Sindicatos Empresariais, elegeu nesta terça-feira (19) a nova diretoria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia, com uma chapa que reafirmou a confiança da base sindical empresarial com a reeleição de Raniery Araújo Coêlho à presidência. Reconduzido ao cargo para mais um mandato, Raniery destacou o compromisso com o fortalecimento do comércio de bens, serviços e turismo em Rondônia, reforçando a importância da união dos sindicatos empresariais e das parcerias institucionais para o desenvolvimento do setor. Também acentuou que a nova gestão seguirá trabalhando em defesa do setor produtivo, investindo em inovação, tecnologia e no fortalecimento da representatividade empresarial em todo o estado. A Confederação Nacional do Comércio-CNC, por meio de mensagem do seu presidente José Roberto Tadros, parabenizou o presidente reeleito e toda a diretoria eleita augurando mais um ciclo de conquistas e avanços para Rondônia.
O PARADOXO DA INFRAESTRUTURA
É impressionante que ANTT e o Ministério dos Transportes anunciaram que este ano possuem uma carteira histórica de 21 leilões: 13 rodoviários, R$ 148 bilhões em investimentos, e 8 ferroviários, com mais R$ 140 bilhões, ou seja, quase R$ 290 bilhões. Portos, aeroportos e saneamento reforçam este valor extraordinário. Mas, em compensação, aparecem os dados do TCU de abril de 2025 que apontaram a existência de 11.469 obras paralisadas, nada mais, nada menos de 52% de tudo o que foi contratado com recursos federais, sendo que 72,6% delas não possuem sequer previsão de retomada. Não me peçam para explicar, embora o TCU aponte que as mais frequentes razões para a paralisação são o abandono por parte das empresas contratadas, deficiências técnicas e insuficiência de recursos. Uma coisa, porém, é evidente: no mínimo há falta de governança, gestão contratual e de instrumentos que garantam que os projetos iniciados, serão concluídos. Lançar um leilão sem estruturar bem a matriz de riscos e as consequentes garantias, é dar um passo substancial para o aumento da estatística do TCU no tocante às obras paralisadas no país. Em síntese: lançar é fácil. Difícil é concluir.
ANTES DE RECEBER O TRABALHADOR JÁ POSSUI 30% DE SUA RENDA COMPROMETIDA
Os dados são do Banco Central sobre o endividamento das famílias brasileiras mostrando que, em 2026, 29,3% da renda das famílias estava destinada ao pagamento de dívidas, o maior patamar desde o início da série histórica. Ou seja, antes mesmo de o mês começar, quase um terço da renda já está comprometida, dificultando o equilíbrio do orçamento doméstico. O cenário atual é resultado de uma combinação de fatores como juros elevados, aumento do custo de vida, maior acesso ao crédito e mudanças recentes no comportamento financeiro do consumidor brasileiro. Para Fellipe Rabelo, especialista em finanças da V2R Capital, o problema vai além da organização individual. “Cada real que o trabalhador brasileiro recebe, quase trinta centavos já estão comprometidos antes mesmo de abrir a carteira. Esse número não é apenas um dado isolado, mas o reflexo de um desequilíbrio estrutural que envolve crédito caro, baixa educação financeira e novas pressões sobre o orçamento”, afirma. Além disto, em fevereiro, o custo do crédito, a taxa média de juros para pessoas físicas, chegou a 62% ao ano, segundo o Banco Central.
