O fomento ao letramento digital formal, a democratização do acesso a ferramentas computacionais estruturadas e a formação continuada de estudantes de escolas públicas norteiam as ações de extensão tecnológica no Sul de Rondônia. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Vilhena, iniciou as atividades do projeto Informática nas Escolas. A iniciativa, viabilizada por meio de cooperação institucional e aportes orçamentários, disponibilizará qualificação gratuita em informática básica para alunos das redes municipal e estadual de ensino.
O programa prevê a abertura de 12 turmas distribuídas em seis instituições de ensino, projetando o atendimento de aproximadamente 240 estudantes ao longo do ano letivo de 2026.
Matriz curricular e cronograma de expansão
As atividades pedagógicas foram iniciadas nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental Ronaldo Aragão, Ivete Brustolin e Almirante Tamandaré, focando o atendimento em turmas de 5º ano. Na esfera estadual, o projeto contempla alunos do 3º ano do Ensino Médio nas escolas Álvares de Azevedo e Tiradentes, visando a preparação para o mercado de trabalho e o ingresso no ensino superior. O cronograma de expansão prevê a inclusão da Escola Municipal Felipe Rocha nas frentes de capacitação a partir do início do segundo semestre.
O curso possui uma carga horária total de 50 horas, com aulas presenciais ministradas diretamente nos laboratórios de informática de cada unidade parceira. O conteúdo programático é focado no desenvolvimento de competências práticas, sem a exigência de conhecimentos prévios:
Arquitetura de sistemas: Operação do sistema operacional Windows e gerenciamento de arquivos.
Comunicação digital: Técnicas de navegação segura na internet e uso de correio eletrônico (e-mail).
Produtividade corporativa: Operação de ferramentas de escritório, abrangendo edição de textos estruturados, planilhas eletrônicas e elaboração de apresentações digitais.
O coordenador do projeto, Douglas Legramante, explicou que a iniciativa busca transformar o uso intuitivo que os jovens fazem de dispositivos móveis em habilidades técnicas produtivas. "O letramento digital formal vai além do uso intuitivo de dispositivos móveis. Ele capacita os estudantes a utilizarem ferramentas computacionais de forma estruturada e produtiva, ampliando significativamente suas perspectivas profissionais e acadêmicas", detalhou o coordenador, destacando a receptividade positiva nas primeiras semanas de aula.
Estágio de monitoria e governança orçamentária
O arranjo metodológico do projeto abarca também o fortalecimento da formação dos próprios alunos do IFRO. Estudantes do Curso Técnico em Informática do Campus Vilhena atuam como monitores bolsistas, auxiliando os docentes nas aulas práticas e desenvolvendo competências didáticas. A monitora Ariane de Oliveira Pereira pontuou que a experiência de conciliar o papel de discente no turno matutino com o suporte técnico no vespertino amplia sua percepção sobre os processos de ensino-aprendizagem.
O projeto é executado sob a coordenação do Departamento de Extensão (Depex/IFRO/Vilhena) e do Grupo de Pesquisa Laboratório de Inovação em Tecnologia da Informação (LITI). A engenharia financeira para a manutenção dos insumos, pagamento de bolsas e suporte logístico foi estruturada por meio de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Tiago Flores e pela vereadora Amanda Areval, assegurando a gratuidade total dos módulos formativos e o fornecimento de material didático aos beneficiários.
Redação Diário O Norte
