A escalada da violência doméstica motivou o acionamento de frentes de emergência médica e de segurança pública no interior do estado. Na madrugada desta terça-feira (16), uma mulher sofreu lesões graves após ser agredida fisicamente pelo próprio companheiro no interior de uma vila de apartamentos situada na Rua Presbítero Honorato Pereira, no bairro São Francisco, em Ji-Paraná. O suspeito foi detido em flagrante e encaminhado para o plantão policial.
As evidências clínicas iniciais colhidas pelas equipes de socorro apontam para traumas severos na estrutura facial da vítima.
Discussão residencial e agressão física
De acordo com o histórico colhido por agentes policiais no local do crime, o casal havia consumido bebidas alcoólicas em um ambiente externo antes de retornar ao imóvel. Já no interior do apartamento, iniciou-se um desentendimento por motivos fúteis. No decorrer da discussão, a mulher foi derrubada e, enquanto permanecia caída ao chão, sem condições de esboçar reação de defesa, foi atingida por um forte chute desferido contra o seu rosto.
A força do impacto causou ferimentos cortocontusos e intenso sangramento na região nasal. Devido ao quadro de fortes dores e à suspeita clínica de fratura nos ossos da face, uma equipe de resgate médico foi acionada e realizou os primeiros socorros, transportando a vítima até a unidade de pronto atendimento do município para a realização de exames de imagem e procedimentos cirúrgicos de estabilização.
Prisão em flagrante e enquadramento penal
A Polícia Militar isolou o perímetro do apartamento e efetuou a abordagem do agressor, que permanecia no local. Diante da materialidade das lesões apresentadas pela vítima e dos depoimentos preliminares colhidos com testemunhas da vila de apartamentos, o homem recebeu voz de prisão.
O infrator foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Ji-Paraná, onde foi apresentado à autoridade policial de plantão. O caso foi registrado como lesão corporal qualificada pela violência doméstica e familiar contra a mulher, em conformidade com as diretrizes punitivas da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). O suspeito passará por audiência de custódia, enquanto o prontuário médico da vítima será anexado ao inquérito para subsidiar a denúncia do Ministério Público.
Redação Diário O Norte
