A desarticulação de redes de violência infanto-juvenil e a repressão a crimes de abuso pautam as ações de polícia judiciária no interior do estado. A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Seringueiras, com o suporte operacional da 1ª Delegacia de São Francisco do Guaporé, deflagrou nesta quarta-feira (17) a Operação Infância Protegida. A ofensiva policial cumpriu mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Poder Judiciário, com o objetivo de colher material probatório e interromper crimes de exploração sexual praticados contra vulneráveis.
A intervenção imediata visa salvaguardar a integridade física e psicológica de duas adolescentes identificadas como alvos de violação de direitos na região.
Denúncia, inquérito e monitoramento
O inquérito policial foi instaurado após o recebimento de relatos detalhados via canais de denúncia anônima, os quais apontavam a existência de um ambiente de violência, aliciamento e exploração sistemática das vítimas. A partir das coordenadas recebidas, o setor de inteligência da Delegacia de Seringueiras iniciou diligências de campo, monitoramento de suspeitos e levantamento de dados cartorários para consubstanciar o pedido de medidas cautelares junto ao Ministério Público e ao juízo da comarca local.
Durante as buscas nos endereços indicados nas ordens judiciais, os agentes civis apreenderam dispositivos eletrônicos, mídias de armazenamento e outros materiais correlatos. Os objetos recolhidos serão submetidos à perícia técnica oficial pela Politec, e o conteúdo dos dados extraídos será integrado ao corpo do inquérito para traçar o fluxo de comunicações, identificar potenciais agenciadores e mapear o modus operandi da atividade criminosa.
Proteção social e canais de denúncia
As adolescentes foram acolhidas e integradas à rede de proteção social do município, recebendo acompanhamento especializado por meio do Conselho Tutelar e de equipes multidisciplinares de saúde e assistência psicológica. As investigações policiais permanecem ativas em sigilo absoluto para qualificar todos os envolvidos, capturar os responsáveis intelectuais e operacionais, e determinar a extensão das ramificações criminosas nas cidades vizinhas.
A direção da Polícia Civil ressaltou que o engajamento da sociedade civil por meio do fornecimento de informações fidedignas é um pilar indispensável para o sucesso de operações de resgate de vulneráveis. A instituição reafirma que os canais oficiais de comunicação permanecem disponíveis 24 horas por dia para o recebimento de delações, garantindo o anonimato absoluto, o sigilo das fontes e a rápida resposta estatal:
Disque-Denúncia da Polícia Civil: 197
Linha de Atendimento via WhatsApp: (69) 3216-8940
Redação Diário O Norte
