O combate sistemático aos crimes ambientais e a proteção das unidades de conservação rondonienses mobilizaram uma força-tarefa de alta especialização na Amazônia Ocidental. Nesta terça-feira (9), a Polícia Civil do Estado de Rondônia, sob a coordenação operacional da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2), deflagrou uma operação integrada de fiscalização e prevenção na Reserva Estadual Rio Madeira-B.
A ofensiva aérea e terrestre foi projetada para mapear e neutralizar vetores de degradação, como o desmatamento ilegal, o garimpo clandestino e o loteamento irregular de terras públicas protegidas por lei.
Mobilização interagências e suporte aerotático
O planejamento estratégico da operação demandou uma articulação de inteligência multiagências para garantir o acesso a áreas de densa cobertura florestal e de difícil tráfego terrestre. A incursão contou com o suporte operacional das seguintes estruturas estatais:
Coordenadoria de Recursos Especiais (Core): Equipe de elite da Polícia Civil responsável pela segurança tática do perímetro contra possíveis reações armadas;
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam): Corpo fiscal encarregado da autuação administrativa, medição de áreas degradadas e aplicação de sanções ambientais;
Gerência de Aviação do Estado (Gave/Sesdec): Emprego de aeronaves da Segurança Pública para a realização de sobrevoos de monitoramento, captação de imagens de alta resolução e transporte rápido de equipes.
O foco central das vistorias foi identificar acampamentos logísticos e a presença de maquinários pesados utilizados no dano continuado ao ecossistema da reserva.
Preservação do bioma e soberania institucional
De acordo com o comando da Draco 2, as equipes realizaram o patrulhamento em pontos considerados críticos pelos sistemas de alerta de desmatamento em tempo real. A presença ostensiva do Estado na Reserva Rio Madeira-B visa asfixiar o fluxo econômico de organizações criminosas que lucram com a exploração predatória de recursos naturais em áreas de preservação permanente.
A direção da Polícia Civil de Rondônia ressaltou que as incursões integradas nas franjas e no interior das reservas estaduais passarão a ter um caráter permanente e inopinado. O objetivo é converter os levantamentos de campo em inquéritos policiais robustos, identificando não apenas os operadores de campo, mas também os financiadores dos crimes ambientais. Os dados e relatórios técnicos consolidados pela Sedam durante a operação serão encaminhados ao Ministério Público para a adoção de medidas judiciais reparatórias.
Redação Diário O Norte
